#VemPraRua

Publicado por Ricardo, 19/06/2013 - categoria: cidadania

por Joyce Garófalo

“Vem, vamos para a rua, pode vir que a festa é sua, que o Brasil vai estar gigante, grande como nunca se viu. Sai de casa, vem pra rua! Vem para a rua porque a rua é a maior arquibancada do Brasil!”

No dia 17/06/2013 eu estava presente na manifestação em Belo Horizonte.  Neste dia, eu posso afirmar que fiz parte das manifestações generalizadas em todo o Brasil e das manifestações de apoio ao Brasil que ocorreram internacionalmente.Tenho orgulho e agradeço por ter tido a oportunidade de viver um movimento tão gigante quanto este na minha geração.

Não é apenas um movimento que não se via há cerca de 20 anos. Não, é para além disso: trata-se, sem dúvidas, de um momento ímpar e histórico em nosso país justamente por ser um movimento horizontal. Em outras palavras, não é um movimento que surgiu de cima para baixo. É um movimento vindo do seio da sociedade e que foi abraçado por uma diversidade extensa de pessoas, organizações não governamentais e movimentos sociais.

As manifestações são marcadas através das redes sociais, e as pessoas convidam as outras até se tornar algo imenso e dão suas sugestões democraticamente. Os movimentos sociais, que sempre participaram de manifestações e que estão acostumados em estar na rua desde sempre, participam e colaboram de todas as formas possíveis. O resultado na rua é realmente algo fantástico: pessoas de várias classes sociais e organizações com várias bandeiras distintas juntas por um motivo em comum.

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O corpo ambíguo nas páginas da Vogue

Publicado por Ricardo, 19/06/2013 - categoria: olhares

por Francine Oliveira

Tudo bem que a androginia, no mundo da moda, não é bem uma novidade, mas de tempos em tempos, aparecem algumas figuras que levam esse androgynous chic a um outro nível… a fascinação por David Bowie, que dura até hoje, é um exemplo disso. E quem ainda não se rende pela beleza ambígua de Tilda Swinton? Em 2010, foi a vez de outra “imagem-icônica-definitiva” entrar em cena: a de Andrej Pejic.

Andrej apareceu na Paris Fashion Week de 2010, nos desfiles masculinos para o verão. Muitos ficaram se perguntando se quem estava ali, desfilando, era uma garota – e, convenhamos, saber seu nome não esclarecia muito as coisas. Já na temporada seguinte, Andrej desfilava tanto para coleções de roupas masculinas quanto femininas, desempenhando muito bem os dois papéis.

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Marco Feliciano aprova a “cura gay”

Publicado por Ricardo, 18/06/2013 - categoria: cidadania

Marco Feliciano prometeu e está cumprindo. A tal “cura gay” foi aprovada hoje na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

A proposta aprovada altera uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, que proíbe psicólogos de atuarem para mudar a orientação sexual de seus pacientes e considerar a homossexualidade uma enfermidade.

Há quase 30 anos a homossexualidade foi excluída da Classificação Internacional de Doenças. A resolução de hoje praticamente anula essa exclusão, possibilitando que profissionais da psicologia possam aplicar tratamentos a fim de “tratar” a homossexualidade de seus pacientes.

O deputado Simplício Araújo (PPS-MA), foi o único a discursar contra o projeto. “Não existe tratamento porque isso não é doença. O que temos que tratar é a corrupção, a cara de pau de alguns políticos. Gostaria que tivessem a mesma possibilidade os profissionais de psicologia de tratar alguns distúrbios de comportamento do ser humano. Não é a homossexualidade um dos distúrbios que prejudica a família. O que prejudica a família é a corrupção, a forma como a classe política está se comportando. Este projeto é inconstitucional. Apenas o poder judiciário pode questionar uma decisão de qualquer conselho de qualquer profissão”, disse.

A alegação de quem defendeu (e aprovou) a proposta é de que a resolução do Conselho Federal de Psicologia não permite que pacientes recebam tratamento e acompanhamento psicológico, ainda que assim o queiram.

Mas tenhamos calma, a aprovação da “cura gay” ainda não é definitiva. Aprovada na CDHM, a proposta agora segue para a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

O Conselho Federal de Psicologia já se pronunciou sobre o assunto e divulgou nota onde afirma que os psicólogos estão proibidos de tratar a homossexualidade como doença.

Lá no AllOut já está rolando uma campanha para enviar um abaixo assinado para a Comissão de Seguridade Social e Família. Vamos todos assinar!

Com informações Terra e AllOut.

Editorial: É preciso se posicionar

Publicado por Ricardo, 18/06/2013 - categoria: cidadania

Estamos vivendo um momento único. Histórico. Há pelo menos 20 anos não vemos manifestações deste porte.

É preciso se posicionar. É preciso estar atento ao que é feito, ao que é dito e, principalmente, ao que não é dito. É preciso registrar, é preciso falar. Não podemos nos calar diante de tudo o que presenciamos.

Os protestos que acontecem pelo Brasil afora são uma demonstração mais do que clara de que precisamos repensar boa parte do nosso sistema político, financeiro, estratégico e até emocional.

Pela primeira vez, percebo Brasileiros com um senso de nacionalismo forte, existe um orgulho de ser brasileiro ali naquelas passeatas. Orgulho de estar lutando pela palavra “Brasileiro” que estampa nossos documentos de identificação. Não podemos (e nem devemos, jamais) sentir vergonha de sermos Brasileiros. Devemos usar esse sentimento para manifestar nossa indignação e protestar contra aquilo que não concordamos.

O Nada Errado apoia todo tipo de manifestação a favor de um mundo melhor. É isso que fazemos aqui, há quase um ano. Nos manifestamos em prol de causas que influenciam diretamente em nossas vidas, diariamente.

A gente quer ver a mudança, quer presenciar o melhor e quer ajudar a fazer acontecer um mundo onde exista mais carinho e menos 20 centavos – apesar que, você já sabe, isso não é apenas sobre 20 centavos.

#vemprarua

Vamos falar sobre sexo?

Publicado por Thiago, 10/06/2013 - categoria: lifestyle

Todo cara gay já deve ter ouvido, ao menos uma vez, a famosa pergunta: mas e aí, ele é ativo ou passivo? Pois é, todo mundo, de uma maneira ou outra, acaba imaginando o que o amigo anda fazendo na cama e, principalmente, quem faz o quê na hora do vamos ver.

Daí que, na última semana, o grande burburinho do mundo gay quase colocou toda essa discussão abaixo ao apresentar um nova prática sexual – que não tem nada de nova – que vem ganhando cada vez mais adeptos. Ela é o tal gouinage. Nunca ouviu falar? Até sexta-feira eu também não sabia se isso era de comer ou passar no cabelo, mas como a vida é muito mais fácil que a gente imagina, deixa eu explicar para vocês o que é a coisa:

O tal gouinage é o sexo sem penetração. Para os adeptos dessa prática, o sexo não precisa passar das deliciosas preliminares. Boca, mãos, língua e tudo mais que a gente puder imaginar, ganham muito mais importância que a penetração.

Numa conversa acalorada – MUITO, POR SINAL – com amigos, vários são os pontos de vista sobre a prática. Alguns acham que tudo isso é mais do que comum e só ganhou um nome para chamar de seu, outros já acham que esse afastamento da penetração pode ter alguma relação com traumas e problemas diretamente relacionados com liberdade sexual do parceiro.

E vocês, o que acham da coisa toda? Topam um gouinage ou acham que pra ser sexo mesmo, de verdade, tem que ter penetração?

Cai pra dentro!

Publicado por Ricardo, 06/06/2013 - categoria: entretenimento

Não precisa falar muito sobre a capa da revita Trip deste mês. Jean Wyllys, nosso representante máximo na Câmara, estampa a publicação, que tem como tema do mês “Briga”.

Na entrevista que estampa a edição #222 da revista, o deputado afirma que sua maior arma nas brigas que compra, e que já teve que enfrentar durante sua vida e sua carreira, é o amor.

Ai, Jean, a gente te ama também!


A revista chegou às bancas do Brasil inteiro na manhã de hoje.

Um amor de pele

Publicado por Ricardo, 05/06/2013 - categoria: ETC

A gente já falou algumas vezes sobre como a publicidade por ter um papel importante na propagação de ideias, tanto boas quanto ruins. Já falamos também sobre como o carinho pode mudar o mundo, e acreditamos de verdade nisso.

Eu fiquei muito feliz quando fui convidado pra falar sobre a MBoah, uma linha diferenciada de hidratantes corporais exclusivos no mercado, feitos sob medida para cuidar de todos os tipos de pele, que tem como principal característica, o carinho.

Espalhar carinho, pela pele e pelo mundo.

Em meio a tantas demonstrações de preconceito e mente pequena por parte das agências de propaganda, encontrar uma campanha como a do Dia dos Namorados da MBoah é um alívio e tanto. A campanha “Um Amor de Pele” é uma demonstração simples de como é possível conversar com o público gay sem trabalhar estereótipos, sem reforçar pré conceitos e, mais que tudo, mostrar que não existe nada de errado em amar quem quer que seja.

No mês de junho, quem comprar seus presentes de Dia dos Namorados na MBoah concorre a um final de semana com tudo pago em Monte Verde, conhecida como a cidade mais romântica do Brasil. Fora que até 12 de junho todo o site está com frete grátis para todo o Brasil!

Eu, particularmente, adoraria se um casal gay ganhasse a promoção e recebesse tratamento VIP em um ambiente tão conservador quanto esse que a gente vive aqui em Minas. Mas independentemente disso, o que eu adoro mesmo é ver a comunidade LGBT sendo tratada de igual pra igual.

A gente tem essa preocupação enorme, aqui, de só falar de marcas que a gente acredita e apoia com sinceridade. E, na MBoah, a gente acredita muito – até porque os cremes são uma delícia de viver. E quem não quer ter uma pele linda e cheia de carinho pra dar?

A Parada Gay de São Paulo

Publicado por Ricardo, 04/06/2013 - categoria: olhares

Por Peagá Peñalves, do Do Que os Gays Gostam

A Parada Gay de São Paulo, a maior manifestação popular do mundo aconteceu no último domingo na principal avenida do Brasil, a Avenida Paulista. Muita gente bonita, muita música, animação, festa, beijo, pegação e claro, manifestação! E mesmo com São Pedro mandando chuva durante praticamente toda a Parada Gay, o povo não arredou o pé.

É impossível comparecer a Parada Gay e não se emocionar com a quantidade de pessoas nas ruas. Todos os anos quando vejo todas essas pessoas reunidas na luta pelos direitos gays, me arrepio!

Do alto dos trios elétricos você vê quase toda a Parada, as pessoas circulando, dançando, se divertindo, curtindo essa mistura de festa e manifestação, de comemoração e manifestação, de luta e manifestação.

Sabe o que é mais gostoso de ver? O sorriso estampado no rosto das pessoas durante a Parada Gay! Uma das cenas mais legais que vi nesse ano foi uma drag queen, toda linda montada nas cores do arco íris, e mesmo em meio a chuva se divertia com seu guarda chuva colorido, descendo a Consolação em seu poderoso salto alto, sem perder a alegria de estar na maior Parada Gay do mundo.

Depois de alguns anos finalmente a Parada Gay contou com um show de encerramento incrível, começando com a maravilhosa Mariene de Castro com sua poderosa voz no samba e finalizando com a vencedora do The Voice Brasil, Éllen Oléria.

A Parada Gay 2013 foi uma das melhores que participei, mesmo cansado, chuva e uma tatuagem recém feita e com 1 milhão de pessoas esbarrando nela! Uma Parada Gay que marcou profundamente a minha vida, com reflexões e ideias para o blog e para a minha vida. Parabéns para APOGLBT, estava perfeito!

Leia o post completo sobre a Parada Gay de SP lá no Do Que os Gays Gostam e veja mais fotos do evento!

Você tem uma camisa rosa, tio?

Publicado por Thiago, 01/06/2013 - categoria: olhares

Foi entre risadinhas abafadas que minha sobrinha, que tem 3 anos, me questionou sobre a escolha da cor da camisa que havia acabado de comprar. Sim, ela riu do foto de um menino usar rosa.

Num lampejo rápido, já fui logo respondendo e questionando: Sim, o tio tem uma camisa rosa. Você acha rosa bonito? – ela respondeu sim, claro! – O tio também acha, e todo menino também pode usar rosa, como você…

Aí, pensando mais sobre o assunto, me bateu uma tristeza frente a realidade em que nossas crianças crescem. Sim, desde muito novos, são impregnados de referências de certo e errado, pode e não pode. E, nesse jogo de “educação”, constroem um referencial impregnado de preconceitos e regras bobas, que só atrapalham em suas descobertas e experiências próprias.

Mas, pensando de maneira mais abrangente, minha sobrinha – que, vamos lembrar, tem apenas 3 anos – tem mais é que achar que rosa é coisa de menina mesmo, afinal, até o chocolate que ela adora vem separado por cor, indicando se é de menino ou menina…

Sim, temos um longo caminho pela frente para quebrar paradigmas e construir uma sociedade menos preocupada com regras bestas.

ps.: Usemos cada vez mais rosa!

Amor não tem cor, afinal

Publicado por Ricardo, 31/05/2013 - categoria: olhares

Da mesma maneira que, hoje, nós lutamos pelos direitos dos homossexuais, houve antes uma enorme luta pelos direitos dos negros (que ainda não acabou, veja bem).

Agora, imagine o que é ser negro e gay no começo do século XX, quando a sociedade não aceitava nem um nem outro.

O historiador americano Trent Kelly reuniu fotos antigas de casais gays e negros. A maioria das fotos traz os casais demonstrando afeto, e algumas outras mostram também a família e amigos convivendo com eles.

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